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As melhores plataformas de banking as a service no Brasil (2026)

Comparativo 2026 de plataformas de banking as a service no Brasil: Dock, Celcoin, QI Tech, Swap, Matera, Pomelo e Pismo por produtos, licenças e perfil.

Gus Trigos
Cofundador e CEO, Runtime
Atualizado em 26 de outubro de 2026 · 11 min de leitura

Quem vai lançar conta digital, Pix, cartão ou crédito no Brasil em 2026 tem muita opção de infraestrutura pronta. Dock e Celcoin entregam conta, Pix e cartões com licença própria de instituição de pagamento; QI Tech é a escolha natural quando o produto é crédito; Swap é focada em empresas B2B; Matera vende core bancário e Pix para instituições financeiras; Pomelo é especialista em cartões; e Pismo, hoje da Visa, junta core e cartões para operações grandes.

Este é um guia prático para fundadores, CTOs e heads de produto que estão escolhendo um parceiro de BaaS. Fazemos o Runtime, então leve isso em conta na nossa opinião. O Runtime não é um provedor de BaaS; os dados de cada provedor vêm dos sites e comunicados deles, revisados em outubro de 2026.

O que faz. Uma plataforma de banking as a service (BaaS) dá a infraestrutura para você oferecer conta, Pix, boleto, cartão ou crédito com a sua marca, às vezes sob a licença dela.

O que não é. Ela não toca a sua operação. Conciliação, MED, chargebacks, atendimento e as demandas do parceiro continuam com o seu time, e é aí que a folha costuma crescer.

Como avaliamos

  • Produtos. Conta digital, Pix, boleto, emissão de cartões, crédito, core bancário.
  • Licença. Se a plataforma tem autorização própria do Banco Central (instituição de pagamento, SCD) ou entrega só tecnologia.
  • Foco. Para quem o produto foi desenhado: fintechs, empresas B2B, bancos.
  • Dono. Se é independente ou parte de um grupo maior.

Visão geral

ProvedorProdutosLicença (segundo o provedor)Para quem
DockCartões, conta digital, Pix, boleto, adquirênciaInstituição de pagamento, participante direto do PixFintechs e empresas com vários produtos e alto volume
CelcoinConta, cartões white label, Pix, crédito, Open FinanceInstituição de pagamento, participante direto do PixFintechs e empresas que querem montar produto financeiro rápido
QI TechConta, cartões, Pix, boleto, crédito como serviçoSCD e corretora autorizadasProdutos com crédito no centro
SwapCartões, conta PJ, crédito, benefícios e despesasNão informa licença própriaEmpresas B2B
MateraCore bancário, Pix, cash management, créditoEmpresa de tecnologiaBancos e instituições financeiras
PomeloEmissão e processamento de cartõesInstituição de pagamentoProgramas de cartão no Brasil e na América Latina
Pismo (Visa)Core bancário, cartões, carteiras, créditoNão detalhado no siteBancos e fintechs grandes

As plataformas

Dock

A Dock se apresenta como tecnologia para pagamentos e banking na América Latina. Nasceu da Conductor, fundada em 1999, lançou a marca Dock em 2018 e virou unicórnio em 2022. É instituição de pagamento regulada pelo Banco Central, participante direto do Pix e tem licenças Visa, Mastercard e Elo. Em 2021 comprou a BPP, instituição de pagamento focada em BaaS, e em 2025 foi autorizada como iniciadora de Pix no Open Finance.

Oferece emissão e processamento de cartões (crédito, débito, pré-pago, private label, multibenefícios, consignado), BIN sponsorship, conta digital, Pix, boleto, adquirência como serviço, prevenção a fraude e plataforma de dados.

Para quem: empresas que vão combinar vários produtos financeiros com volume alto. Pontos fortes: amplitude de produto; licença própria; muita estrada processando no Brasil e no México. Fique de olho: é uma plataforma grande. Para um produto simples, compare o tempo de implantação com opções mais enxutas.

Celcoin

A Celcoin se define como uma infratech financeira para potencializar negócios. Fundada em 2016, anunciou em junho de 2024 um investimento de US$125 milhões liderado pela Summit Partners. É instituição de pagamento e participante direto do Pix.

O portfólio cobre banco liquidante, cartões white label, core bancário, conta escrow, CCB, antecipação de recebíveis, Pix, pagamento de contas, iniciação de pagamentos e conta no Open Finance, além de um app de banco white label e agentes de IA para clientes.

Para quem: fintechs e empresas não financeiras que querem lançar conta, Pix ou crédito com rapidez. Pontos fortes: catálogo amplo de APIs; licença própria; presença também no Open Finance. Fique de olho: oferece soluções para SCDs, mas não informa ter uma SCD própria. Se o produto for crédito, entenda quem será o originador.

QI Tech

A QI Tech se define como infraestrutura financeira como serviço. Tem uma SCD e uma corretora (CTVM) autorizadas pelo Banco Central e pela CVM, e oferece banking as a service (conta digital, conta escrow, banco white label, emissão de cartões, Pix com Pix Automático, TED e boleto), crédito como serviço (CCB, consignado, BNPL, financiamento de veículos), ferramentas de risco e antifraude, mercado de capitais de dívida e administração de fundos.

Para quem: empresas cujo produto gira em torno de crédito, de fintechs de empréstimo a varejistas com BNPL. Pontos fortes: originação de crédito com licença própria; ponte com mercado de capitais; banking e crédito no mesmo fornecedor. Fique de olho: o site não informa licença de instituição de pagamento. Confirme como conta e Pix são estruturados no seu caso.

Swap

A Swap se apresenta como o banking as a service especializado em empresas B2B. Oferece cartões, banking, conta PJ, crédito (cartão de recebíveis, consignado privado), interfaces white label e ferramentas de risco e compliance, com soluções prontas para benefícios flexíveis e despesas corporativas.

Para quem: empresas B2B que querem oferecer conta, cartão ou benefício para clientes corporativos e seus funcionários. Pontos fortes: foco claro em B2B; casos de uso de benefícios e despesas já desenhados. Fique de olho: o site não informa licença própria. Pergunte qual instituição está por trás de cada produto.

Matera

A Matera é uma empresa de tecnologia focada em soluções financeiras, com mais de 30 anos e mais de mil pessoas entre Brasil, Estados Unidos e Canadá. Oferece core bancário, pagamentos e Pix, cash management, plataforma de crédito, risco, RegTech, contas multimoeda e tesouraria. Segundo a empresa, sua tecnologia atende mais de 90 milhões de contas digitais e 6 bilhões de transações Pix por ano.

Para quem: bancos, cooperativas e instituições financeiras que querem modernizar o core ou a operação de Pix. Pontos fortes: profundidade em Pix e core bancário; anos de experiência com instituições reguladas. Fique de olho: é fornecedora de software, não empresta licença. Faz mais sentido para quem já é ou vai ser instituição autorizada.

Pomelo

A Pomelo é uma plataforma de cartões modular e API-first, fundada em 2021, que opera em seis países da América Latina, incluindo o Brasil. Foi autorizada pelo Banco Central como instituição de pagamento em março de 2023, como emissora de moeda eletrônica e de instrumento pós-pago. Oferece emissão de cartões, processamento em tempo real, core de crédito, BIN sponsorship, gestão de chargebacks e ferramentas antifraude.

Para quem: fintechs que querem um programa de cartões no Brasil e em outros países da região com um só fornecedor. Pontos fortes: especialista em cartões; presença regional; licença própria no Brasil. Fique de olho: o foco é cartão. O site não destaca conta com Pix como produto.

Pismo (Visa)

A Pismo é uma plataforma de core bancário e cartões nativa em nuvem, fundada em 2016, com sede em São Paulo. A Visa concluiu a aquisição em janeiro de 2024. Oferece emissão de cartões, core bancário, carteiras digitais, crédito digital, banking corporativo e gestão de sellers para marketplaces.

Para quem: bancos, grandes fintechs e marketplaces que querem trocar o core e emitir cartões na mesma plataforma. Pontos fortes: core e cartões juntos; respaldo da Visa; feita para volume. Fique de olho: é mais plataforma do que um programa de cartão simples precisa.

Também vale saber: a Marqeta chegou ao Brasil em 2023 em parceria com a Fitbank, que atua como cliente de processamento e BIN sponsor local.

Como escolher

  • Escolha Dock ou Celcoin se você quer conta, Pix e cartões sob a licença do parceiro, com um catálogo amplo.
  • Escolha QI Tech se o seu produto é crédito e você precisa de quem origine.
  • Escolha Swap se você atende empresas e quer benefícios, despesas e conta PJ prontos.
  • Escolha Matera se você é instituição autorizada e quer modernizar core e Pix.
  • Escolha Pomelo se cartão é o produto principal e você quer crescer para outros países da região.
  • Escolha Pismo se você é um banco ou fintech grande e quer core e cartões na mesma plataforma.

Antes de assinar, peça por escrito: quais licenças cobrem cada produto, quem responde ao Bacen em cada fluxo, como funcionam MED e chargebacks na prática, e como você leva sua base se trocar de fornecedor.

O que o parceiro e o Bacen vão te pedir

A plataforma resolve a tecnologia, mas parte da responsabilidade continua sua:

  • Prevenção à lavagem de dinheiro. Políticas e monitoramento conforme a Circular 3.978, com comunicações ao COAF pelo Siscoaf quando for o caso.
  • MED. Análise e bloqueio dentro do prazo, com evidência de cada decisão.
  • Proteção de dados. Tratamento de CPF, contas e cartões conforme a LGPD.
  • Demandas do parceiro. Relatórios, listas de clientes e casos, sempre com pressa.

Para o lado de compliance, veja nosso guia de agentes de IA para compliance.

Onde o Runtime entra

O Runtime é o sistema operacional para agentes de IA em times de pagamentos e fintech. Ele não concorre com nenhuma dessas plataformas: trabalha em cima da que você escolher. O provedor processa o Pix e o cartão; o agente toca o que sai de lá e hoje é feito na mão.

ProcessoO que uma pessoa faz hoje, na mãoO que o agente fazO que uma pessoa decide
Conciliação de Pix e cartõesBaixa relatórios do provedor e cruza com o ERP na planilhaCruza por EndToEndId e valor, e explica cada diferençaOs ajustes contábeis
Casos de MEDLevanta o histórico da conta e escreve o parecerRastreia o dinheiro e monta o parecer com evidênciasBloquear e devolver
ChargebacksJunta comprovantes e monta a defesaMonta o dossiê completo e sugere a defesaContestar ou aceitar
Demandas do parceiroJunta listas e evidências de vários sistemasPrepara o pacote completoEnviar

Seu time pede o trabalho em português, do jeito que pediria a um analista:

Pega os casos de MED que chegaram hoje. Para cada um, levanta as transações da conta, para onde foi o dinheiro e o histórico de atendimento, e escreve o parecer com a recomendação. Deixa no Slack para eu aprovar antes de qualquer bloqueio.

Cada agente roda no seu próprio computador isolado, com credenciais restritas, e espera o ok de uma pessoa responsável antes de movimentar dinheiro ou responder a um cliente. CPF, contas e cartões são mascarados antes de chegar ao modelo, cada execução fica registrada e pode ser exportada para auditoria, e o Runtime nunca treina com os seus dados. Pode rodar na sua própria nuvem, inclusive em São Paulo na AWS, Google Cloud ou Azure, com o modelo que você preferir, e um engenheiro de IA do Runtime acompanha o primeiro agente. Para o passo a passo da operação, veja como automatizar a conciliação de Pix.

A Rain, emissora de cartões com presença em mais de 150 países, usa o Runtime para suporte técnico, monitoramento de fraude e risco, compliance, cibersegurança, investigações de engenharia, revisão de PRs, QA e relatórios, e economizou $750k com fornecedores e folha.

Em resumo

Escolha seu BaaS por produto, licença e foco, e peça tudo por escrito. Depois, pense na operação desde o primeiro dia: o provedor processa, mas os casos ficam com o seu time. É aí que um agente deixa você dar conta do volume sem contratar no mesmo ritmo.

Mãos à obra.

Perguntas frequentes

Quais são as melhores plataformas de banking as a service no Brasil?

Dock e Celcoin são as opções mais completas para conta, Pix e cartões com licença própria de instituição de pagamento. QI Tech se destaca quando o produto envolve crédito, por ter uma SCD. Swap é focada em empresas B2B, Matera em core bancário e Pix para instituições financeiras, Pomelo em cartões e Pismo, hoje da Visa, em core e cartões para operações grandes.

Qual a diferença entre BaaS com licença própria e sem licença?

Uma plataforma com licença própria, como uma instituição de pagamento autorizada pelo Banco Central, pode oferecer conta e Pix sob o guarda-chuva dela. Uma plataforma só de tecnologia entrega o software, e a licença fica com você ou com um parceiro. Isso muda quem responde ao Bacen e quanto tempo leva para lançar.

Preciso de uma licença do Banco Central para lançar uma conta digital?

Nem sempre. Muitas empresas lançam usando a licença de um parceiro de BaaS e só pedem a própria autorização quando o volume justifica. O ponto de atenção é que a responsabilidade regulatória e o relacionamento com o parceiro precisam estar bem desenhados desde o início.

O Runtime é uma plataforma de banking as a service?

Não. O Runtime é o sistema operacional para agentes de IA em times de pagamentos e fintech. Ele não emite cartões, não abre contas e não processa Pix: roda agentes que tocam os casos e a operação em cima do provedor que você escolher, como conciliação, MED, chargebacks e atendimento.

Quanto custa uma plataforma de BaaS no Brasil?

Nenhum dos provedores deste guia publica preço no site. Em geral, a proposta combina implantação, mínimo mensal e cobrança por conta ativa, cartão ou transação. Peça a proposta com seus volumes esperados.

Dá para usar mais de um provedor de BaaS ao mesmo tempo?

Dá, e muitas fintechs fazem isso: um provedor para conta e Pix, outro para cartões ou crédito. O custo é a operação ficar espalhada em vários painéis, o que torna conciliação e atendimento mais trabalhosos.

Coloque um agente para trabalhar em cima do seu BaaS

Traga um processo, como conciliação ou MED. Um engenheiro de IA do Runtime configura o agente em cima do provedor que você já usa.